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Sol, um aliado da saúde | Pro Ser Saúde ®

 

O Sol, esse astro fantástico, é imprescindível para a vida no planeta Terra – o que significa dizer para a nossa vida. Ele emite enorme quantidade de energia sob a forma de luz e calor em várias direções, e apenas uma parte dela atinge o nosso planeta, uma vez que a distância que nos separa dele é de cerca de 150 milhões de quilômetros.

Os raios solares são formados por um espectro contínuo de radiações eletromagnéticas, por ondas que vão de menos de 10 nanômetros (nm) até 1.500 nm. Abaixo dos 10 nm estão os raios cósmicos, os raios gama e os raios X. Entre 10 nm e 400 nm há diferentes tipos de raios ultravioleta A, B e C; entre 400 nm e 780nm há a luz visível; e, a partir de 780 nm até 1.500 nm, estão os raios infravermelhos. O que esses dados têm a ver com a sua pele? Muita coisa, como você verá adiante.

 

A importância da luz do sol

luz do solA energia do Sol tem sido essencial para a evolução da vida na Terra: a luz visível proporciona a fotossíntese, indispensável para o crescimento dos vegetais, regula o nosso ritmo biológico e nos dá a sensação de bem-estar. Basta lembrar que a falta de luz solar pode causar nos seres humanos um tipo de depressão de inverno conhecida como distúrbio afetivo sazonal (DAS) ou transtorno afetivo sazonal.

Os raios infravermelhos nos dão o calor de que necessitamos para viver, e as pequenas quantidades de radiação ultravioleta (UV) se encarregam de promover a síntese da vitamina D na pele, indispensável para fortalecer os nossos ossos.

Acontece que a nossa pele é composta por moléculas cromóforas, ou seja, capazes de absorver a luz. Além disso, alguns produtos ou substâncias externas são cromóforos e podem chegar à pele por contato ou pela circulação sanguínea, como determinados cosméticos ou medicamentos, potencializando a absorção da radiação.

Mas nem todos os raios solares chegam a nos afetar. A atmosfera da Terra é formada por várias camadas de ar e de ozônio que funcionam como filtros, absorvendo quase todos os raios nocivos do Sol.

O ozônio é um gás na atmosfera formado a partir do oxigênio por ação da radiação solar UVC. Ele absorve uma parte da UVB, o que faz com que reverta o oxigênio novamente, num equilíbrio constante. Se não houvesse esse filtro e toda essa radiação chegasse à superfície da Terra, um número enorme de organismos unicelulares mais vulneráveis, como é o caso do plâncton, morreria, interrompendo a cadeia alimentar do planeta e, como consequência, toda a manifestação de vida. Antes que essa catástrofe total ocorresse, todos nós enfrentaríamos maiores riscos de queimaduras, fotoenvelhecimento e câncer de pele.

 

Efeitos da luz solar no corpo humano

Os efeitos positivos ou negativos da radiação solar sobre o nosso corpo dependem muito da duração e da frequência da exposição, da intensidade da luz solar e da sensibilidade da pele de cada pessoa. O resultado mais imediato é a vermelhidão (eritema), cuja intensidade varia de acordo com a quantidade de energia dos raios ultravioleta absorvida pela pele. É importante saber que, em geral, seus efeitos aparecem após um período de exposição de duas a três horas, alcançando sua máxima intensidade dez ou 24 horas mais tarde. Justamente porque a vermelhidão demora a aparecer, ficamos mais tempo ao sol do que deveríamos, colocando a nossa pele em risco.

 

Raios UVA e UVB

Os raios ultravioleta, que se propagam por todas as direções, podem ser do tipo UVA, que não é absorvido pela atmosfera e incide diretamente sobre a Terra, ou UVB, que até há pouco tempo era absorvido em grande quantidade pela camada de ozônio. O problema é que ela já não nos protege tanto como antes; de alguns anos para cá, como todos sabem, surgiram buracos na camada de ozônio, provocados por substâncias químicas produzidas pelo homem, como o clorofluorcarbono (CFC). Em consequência, os raios UVB afetam a nossa saúde, aumentando a ocorrência de doenças como câncer de pele, problemas de visão como a catarata e até alterações no DNA das células, diminuindo as defesas naturais do organismo. Um estudo recente publicado pela revista Science e realizado por pesquisadores da Alemanha e dos Estados Unidos conseguiu observar os danos provocados pela luz ultravioleta não apenas à epiderme como também à molécula que contém as instruções genéticas da vida. Os estudiosos verificaram ainda que esses danos ocorrem em enorme velocidade: menos de um trilionésimo de segundo.

Raios-UVA-e-UVB
UV é a sigla para ultravioleta, que é um tipo de radiação eletromagnética. Assim, UVA e UVB são diferentes tipos de raios ultravioleta

A quantidade de UVB irradiada para a Terra depende da estação do ano, do horário (a máxima ocorre entre as 11 h e as 14 h),da latitude e da altitude. Mas uma coisa é certa: ela aumenta muito durante o verão, especialmente entre as 10 h e as 16 h, quando a intensidade dos raios atinge o seu máximo. Nessa faixa de horário, os raios do sol incidem sobre a Terra perpendicularmente, atravessando uma camada de atmosfera menor do que a atravessada pelos raios tangenciais do amanhecer e do entardecer. Três horas antes e três horas depois do meio-dia, os raios solares incidem com um ângulo de 50 graus – o que significa uma perda de 30% a 35% da sua atividade.

Por isso, é de assustar quando vemos as pessoas, inclusive crianças, expondo-se ao sol nesses horários, principalmente nos meses de férias, pois já sabemos que os efeitos das radiações solares sobre a pele são acumulativos e algumas das suas graves consequências só se manifestarão muitos anos depois.

Anos atrás, recomendava-se a exposição solar, sempre protegendo a pele com filtros, antes das 11 h e depois das 14 h, acreditando-se que, nesses períodos, a quantidade de UVB era menor. Hoje especialistas consideram que o horário mais saudável para tomar sol é o início da manhã, até as 10 h, e o final da tarde, após as 16 h, sem esquecer que devemos calcular essa exposição levando em conta o horário padrão, e não o horário de verão, adotado em várias regiões brasileiras.

Outra informação importante: a quantidade de UVB que recebemos aumenta 4% a cada 300 m acima do nível do mar. Portanto, acima de 1.500 m recebemos 20% de UVB a mais. Isso significa que, a cada 300 m a mais de altitude, a vermelhidão na pele produzida pela luz ultravioleta vai aumentando em 4%. A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco são refletoras dos raios solares. Nessas condições, é preciso redobrar os cuidados.

O céu nublado também não deve ser menosprezado, pois as nuvens filtram a luz visível do sol e diminuem a sensação de calor, porém não protegem contra as radiações UV.

Felizmente, hoje podemos contar com filtros solares em várias texturas, que se adaptam a todos os tipos de pele – com fator de proteção solar (FPS) que chega a 60 – e são capazes de protegê-la contra os raios nocivos do sol. O segredo está em usar os produtos certos e de maneira correta, sempre buscando a orientação do seu dermatologista.

 

O sol que faz bem

sol
O sol, que nos proporciona dias de prazer ao ar livre, pode trazer problemas para a pele. Por isso, saiba com aproveitar o melhor do sol de forma saudável.

Desde pequenos aprendemos que a exposição moderada ao sol é boa e importante para a saúde. Os raios UVB desempenham papel vital, por exemplo, na prevenção e no tratamento do raquitismo e da osteoporose, produzindo a provitamina D3, presente na epiderme em forma de vitamina D, que aumenta a absorção de cálcio no intestino. Além disso, os UVB utilizados de forma correta estimulam a circulação sanguínea, ampliam a formação de hemoglobina, podem promover a redução da pressão arterial e são até utilizados no tratamento de lesões dermatológicas, como a psoríase e o vitiligo.

Por tudo isso, o sol é indispensável, sobretudo para as pessoas com mais idade, principalmente para suprir a deficiência da vitamina D, mas na medida certa para não causar problemas.

Num país ensolarado como o nosso, cinco a dez minutos de exposição ao sol, no início da manhã ou no final da tarde, é mais do que suficiente para obtermos todos os benefícios do nosso precioso astro. Quem possui problemas de pele ou apresenta envelhecimento no rosto e nas mãos deve proteger essas áreas e receber sol em regiões que não tenham problemas cutâneos.

 

O sol que faz mal

Apesar dos benefícios do sol, também sabemos que as suas radiações podem provocar graves lesões cutâneas. A curto prazo, aparecem as queimaduras que têm como principal consequência a destruição das células presentes na camada mais superficial da pele e de substâncias como a histamina, responsável pela dilatação dos vasos sanguíneos. Além disso, podem causar ou agravar alguns problemas como urticária ou alergias, uma vez que certos tipos de dermatites se produzem por fotossensibilização de determinadas substâncias corantes e químicas.

Como o efeito das radiações solares sobre o tecido cutâneo é acumulativo, alguns dos danos mais graves aparecem apenas vinte ou trinta anos após a primeira exposição ao sol.

excesso de sol
O sol emite radiações solares que podem trazer grandes prejuízos à nossa pele, desde vermelhidão até manchas que podem evoluir para o câncer de pele.

Vale lembrar, que a pele, o maior órgão do corpo humano, corresponde a 16% do nosso peso corporal e possui as funções de regulação térmica, defesa orgânica, controle do fluxo sanguíneo e proteção contra diversos agentes do meio ambiente, além das funções sensoriais.

Quando exposto ao sol, esse órgão, incluindo as três camadas que o formam (epiderme, derme e hipoderme), recebe a ação negativa dos raios ultravioleta. A epiderme (a primeira camada) absorve 90% dos raios UVB, e 10% deles atingem a camada superficial da derme. Como a sua ação é predominantemente epidérmica, é na primeira camada que poderão surgir as queratoses solares, as famosas “casquinhas” que não cicatrizam, e os cânceres de pele. Já os raios UVA agem na derme, na qual estão as fibras de colágeno e elastina, e o envelhecimento cutâneo está diretamente relacionado a esse tipo de radiação.

 

Proteja-se… e bom sol!

Mesmo sabendo dos riscos que a exposição solar representa, muitas pessoas ainda não incluem hábitos de proteção contra os raios ultravioleta em seu dia a dia. Existem vários meios e produtos para a proteção saudável: além dos protetores e bloqueadores solares químicos, disponíveis no mercado, roupas confeccionadas com tecidos de tramas fechadas (de preferência com filtro UV), chapéus, viseiras, camisetas, óculos escuros com proteção UV e o tradicional guarda-sol para praia ou piscina funcionam como barreiras físicas à radiação, evitando a ação direta do sol na pele.

Mas não podemos nos esquecer da ação exercida pela difusão e pela reflexão. Por isso, mesmo quando estamos na sombra, ou usamos chapéu ou guarda-sol, é necessário usar um bom filtro ou bloqueador solar para proteger nossa pele dos raios refletidos por vidros, superfícies brancas, areia, água, concreto ou outros materiais que possam refletir os raios solares. Também precisamos ter em mente que a ação do ultravioleta não é impedida por barreiras de vidro. Portanto, mesmo estando dentro do carro ou de casa, havendo sol é indispensável o uso dos filtros solares, que protegem a pele contra as ações dos raios UV. Se o filtro utilizado deixar a pele vermelha após a exposição solar, é sinal de que a proteção não está sendo eficaz: o fator de proteção deve ser aumentado ou o filtro precisa ser aplicado em intervalos menores. O mínimo é o FPS entre 15 e 20,e a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou após mergulho, exercício ou suor excessivo.

Pro Ser Saúde
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1 Comments

  1. 🙂

    Muy motivante tu artículo y hay muchas información que no conocía que me has enseñado,
    esta genial.. te quería agradecer el espacio que dedicaste, con unas infinitas gracias, por enseñarle a
    gente como yo jujuju.

    Chao

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