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Doenças Emergentes: Quais São e Como Prevenir | Pro Ser Saúde ®

Antes de tudo é bom delinear o conhecimento sobre o que são doenças emergentes. Esse nome é dado para aquelas doenças que deram início ao seu aparecimento em um período recente ou é todo aquele tipo de doença já existente que possui a capacidade de novas condições de transmissão, devido a diferente composição em seu DNA, podendo com isso ser modificada diversas características, podendo essas características ter condições de doenças raras que possam ser consideradas um problema de saúde pública.

Doenças emergentes

As doenças emergentes são causadas por vírus ou bactérias nunca antes descritos ou por mutação de um vírus. Podem ser causadas por um agente que só atingia animais, e que agora também afeta os seres humanos. O termo doenças emergentes também pode ser utilizado para descrever quando uma doença atinge uma região onde até então nunca tinha sido detectada.

Os arbovírus e sua epidemia no Brasil

Aedes aegypti doenças emergentesNo Brasil, esta condição de doenças emergentes se deu com a preocupação da epidemia da transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti. Os cientistas sempre alertaram sobre a vulnerabilidade do Brasil em contrair novas doenças depois de um surto como este.

É sabido que o Brasil não é o único país atingido pelo vírus Zika, mas aqui no Brasil o surto foi grande por haver uma melhor condição para o mosquito se proliferar, causando também nos brasileiros sintomas e consequências da doença diferentes do que ocorreu em outros países que apresentaram o mesmo vírus.

Atualmente no país as arboviroses ainda se mantém em alta na circulação, desde vírus da Dengue, o Chikungunya e o Zika. Essas três arboviroses têm sinais e sintomas da doença semelhantes uma a outra, o que pode confundir o diagnóstico, tendo que ser feito uma sorologia específica, que nem sempre é disponível na rede de saúde. E quando é, demora bastante para chegar o resultado, fazendo com que os sintomas sejam tratados de forma sintomática.

Apesar de ser feitas pesquisas, ainda não se conhece ao certo como pode ser feita a associação desses vírus em apenas um paciente. Foi identificado através de pessoas que vivem numa mesma região geográfica que os vetores destes vírus são os mosquitos da Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Sabe-se apenas que a incidência destas arboviroses no país só tem se mostrado que o país viveu uma epidemia, onde foi abordado o assunto de que há associações com o vírus do Zika com a síndrome de Guillain-Barré e casos de microcefalia, onde foi dado um alerta mundial sobre a situação no país e no mundo, havendo até a possibilidade de que esse vírus poderia ser passado via placentária ou até de forma sexual.

É visto, desta forma, que durante esses últimos 10 anos temos observado a emergência de combate para algumas doenças transmitidas por mosquitos vetores no país. Dando enfoque para uma intervenção as arboviroses, como a Chikungunya, Febre do Oeste do Nilo e Zika.

Mutação viral

mutação viral doenças emergentesSempre existe o risco de mutações de vírus já existentes. No caso do Chikungunya isso já ocorreu. Esse processo provavelmente ocorre para que o vírus tenha novas capacidades em adquirir um novo hospedeiro, o oportunizando de viver naquele país com o clima que for estabelecido.

Os vírus replicam rapidamente o seu DNA e RNA, o que torna possível a sua disseminação maior e mais rápida. Por isso é importante a prevenção para que não haja mosquitos, pois o vírus em si não tem como matar.

Os turistas influenciam no processo da chegada de novas doenças

doenças emergentes turistasNos últimos anos houve um aumento no crescimento econômico do Brasil, o qual foi acompanhado pela chegada de turistas. A Copa do Mundo e das Olimpíadas deram a oportunidade de o país crescer economicamente, mas também deu mais condições desses turistas de trazerem doenças novas consigo para que seja espalhada na população brasileira.

Observação: Não é que os estrangeiros queiram trazer os vírus para cá, é que eles vêm de forma acidental para o país, e as vezes causam um estrago tremendo a situação de saúde da população nativa.

Os cientistas afirmam para que o país esteja alerta para a chegada de novos vírus ou vírus que já apareceram na população e já foram extintos com a prevenção, mas com a visita de pessoas de fora possam ter sido trazidos de volta. Os vírus citados podem ter a capacidade de transmissão também por mosquitos e podem aparecer no Brasil: o O’nyong’nyong, a febre do Nilo Ocidental, e a febre do Vale de Rift (RVF)”.

O’nyong’nyong

O vírus O’nyong’nyong chamou a atenção no Brasil depois de autoridades de saúde do Mato Grosso terem dito que a chegada deste vírus africano ao Brasil “era apenas uma questão de tempo”.

No entanto, ele não faz parte da lista de mazelas que pode ser carregada pelos mosquitos da família Aedes. O vetor deste vírus é a família anophelina, o que inclui o Anopheles gambiae, transmissor da malária. Este mosquito tem prevalência em áreas rurais, o que marcou epidemias já ocorridas da doença, sempre na África ─ sem mortes registradas, segundo o CDC.

Os sintomas do O’nyong’nyong combinam irritações na pele, dores pelo corpo, sobretudo nas juntas, e febre alta.

Outros fatores influenciadores no surgimento de novas doenças

superpopulação poluição doenças emergentesAlém do crescente número de pessoas vivendo e se deslocando pelo mundo, podemos listar mais alguns fatores que influenciam para o surgimento das doenças emergentes como o fator superpopulação – grande quantidade de pessoas vivendo em uma cidade com precárias condições sanitárias, a exposição humana a vetores e reservas naturais e as alterações ambientais e climáticas.

Além do governo lançar os programas de prevenção e combate, é importante que a população esteja alerta sobre as consequências de não serem individuais e coletivos no cuidado contra os mosquitos e as endemias causadas por ele.

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